Mais de 30 países já reconheceram a vitória de Lula. Trump e Milei seguem em silêncio: o que isso pode significar
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Um dia depois da reeleição de Lula, mais de 30 países e a União Europeia já tinham reconhecido o resultado, segundo a Revista Oeste. Dois nomes chamaram a atenção pela ausência: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Javier Milei, presidente da Argentina. Os dois não haviam se manifestado até a manhã desta segunda-feira (26/10).
Quem já reconheceu
Segundo a Revista Oeste, reconheceram a vitória de Lula, entre outros: China, Rússia, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Canadá, Austrália, Japão, Índia, Coreia do Sul, África do Sul, Ucrânia, México, Chile, Peru, Equador, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Panamá, Cuba e Venezuela, além da União Europeia.
Na América Latina, a lista inclui presidentes de direita, como José Antonio Kast (Chile), Daniel Noboa (Equador), Santiago Peña (Paraguai) e José Raúl Mulino (Panamá), além de Keiko Fujimori (Peru). Veja o que cada líder disse.
O silêncio de Trump
Durante a campanha, Trump elogiou a vitória de Flávio Bolsonaro no 1º turno, segundo a CNN Brasil. Depois do 2º turno, ele não reconheceu o resultado nem enviou felicitações. Segundo a Revista Oeste, Trump disse durante a votação que acompanhava o processo eleitoral, mas não comentou o resultado. Donald Trump Jr., filho do presidente, criticou o processo, e um advogado da Trump Media questionou a prorrogação da votação decidida pelo ministro Cristiano Zanin.
Para o analista de Internacional da CNN Américo Martins, o Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio, é uma voz relevante dentro do governo americano e provavelmente explica por que os EUA evitam comentar o resultado. O governo brasileiro vê a relação com os EUA como o “grande desafio internacional” do novo mandato, segundo a mesma análise.
O silêncio de Milei
Milei declarou apoio a Flávio Bolsonaro durante a campanha e, até a manhã desta segunda, não tinha parabenizado Lula. O silêncio contrasta com o de outros líderes de direita da região que já se manifestaram, observou a Revista Oeste. Para Américo Martins, da CNN, o silêncio pode ser “um prenúncio de que mais ataques virão”. Segundo a análise, a estratégia do governo brasileiro tem sido manter a relação institucional com a Argentina e separar a questão pessoal entre Milei e Lula.
Quem criticou
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, não felicitou Lula: criticou o presidente brasileiro por acusar Israel de genocídio em Gaza e apresentou Flávio Bolsonaro como “um amigo de Israel”, segundo o Observador.
Por que isso importa
Os EUA são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, e as tarifas americanas já derrubaram as exportações brasileiras neste ano. A Argentina é o principal parceiro do Brasil no Mercosul. A forma como os dois governos vão tratar o novo mandato de Lula deve influenciar o comércio e a diplomacia nos próximos anos. Este texto será atualizado se Trump ou Milei se manifestarem.