Rússia e Ucrânia devem retomar negociações em novembro, em Abu Dhabi, com mediação dos EUA
Publicado em

A Rússia anunciou na sexta-feira (23/10) que deve retomar as negociações com a Ucrânia, com mediação dos Estados Unidos, na primeira quinzena de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, Moscou propôs uma data “por volta de 10 de novembro”. As conversas sobre o fim da guerra estavam praticamente paradas desde o início do ano.
Como se chegou ao anúncio
- Terça-feira (20/10): o enviado especial do presidente americano Donald Trump, Steve Witkoff, reuniu-se em Oslo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com líderes europeus.
- Quarta-feira (21/10): Witkoff encontrou o presidente russo, Vladimir Putin, em São Petersburgo.
- Quinta-feira (22/10): em entrevista à TV, Putin disse estar pronto para retomar as negociações com os três países.
- Sexta-feira (23/10): o Kremlin anunciou a nova rodada em Abu Dhabi. Sobre a participação de países europeus, Peskov disse que, a princípio, “nada está excluído”.
O que cada lado quer
A Rússia diz que o objetivo deve ser um acordo final, e não um cessar-fogo curto. Putin afirmou que as questões de segurança devem ser tratadas “no quadro de um acordo final, e não após alguma curta pausa nos combates”.
A Ucrânia defende que a interrupção dos combates na linha de frente atual é o caminho mais realista para acabar com a guerra e abrir a negociação de um cessar-fogo. Zelensky pediu que as conversas comecem “o mais rapidamente possível” e acusou Moscou de ignorar a “trégua energética” anunciada por Trump.
O papel dos Estados Unidos
Os EUA atuam como mediadores, com Witkoff à frente dos contatos com Kiev, Moscou e os governos europeus. Trump anunciou recentemente uma “trégua energética”, que, segundo a Ucrânia, não vem sendo respeitada pela Rússia.
O contexto
A guerra começou com a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e está no quinto ano. É o conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Até a reunião de novembro, os ataques dos dois lados continuam, e ainda não há confirmação de que o encontro vai de fato acontecer na data prevista.