Dois Lados da Política
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Protestos na França: toque de recolher, mais de 2.500 detidos e greve geral marcada para 5 de novembro

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Arte com uma bandeira e o texto: protestos na França
Arte: Dois Lados da Política · Imagem própria

A França vive uma das maiores ondas de protestos dos últimos anos. Depois dos distúrbios de 17 de outubro, considerados pela imprensa alguns dos piores episódios de violência nas ruas do país em anos, o governo decretou toque de recolher noturno em bairros de Paris, Lyon, Bordeaux, Lille e Nice. Mais de 2.500 pessoas foram detidas, e a principal central sindical do país convocou uma greve geral para 5 de novembro.

Como começou

O movimento começou com estudantes que cobram melhorias na educação. Depois, ganhou a adesão dos “coletes amarelos”, grupo que ficou conhecido em protestos de 2018 contra o aumento de combustíveis, agora denunciando o alto custo de vida, segundo o Correio Braziliense.

O que dizem os dois lados

O governo atribui a violência a pequenos grupos e a saqueadores. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, anunciou um reforço do policiamento e novos toques de recolher, que, segundo ele, “contribuíram para a calma”. O ministro da Educação, Édouard Geffray, prometeu apresentar as “primeiras decisões” às organizações estudantis. Segundo analistas citados pela imprensa, o governo responsabiliza o líder da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, pelos distúrbios.

Os manifestantes e a oposição cobram respostas às reivindicações. Mélenchon repudiou a violência, mas acusa o governo de uso excessivo da força policial. A líder da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Sophie Binet, saiu de uma reunião com o primeiro-ministro sem resposta às demandas do sindicato e convocou a greve geral: “Chegou o momento de subir o nível da mobilização”. Para o professor Yves Sintomer, da Universidade Paris 8, há revolta contra a violência policial, a desigualdade e a falta de democracia.

Os detidos

A Justiça francesa começou a julgar os detidos. Parte deles continua presa, aguardando julgamento ou já cumprindo as primeiras condenações. A polícia usa vídeos de redes sociais e câmeras de segurança para identificar suspeitos de saques.

O que vem agora

  • Novas manifestações estão previstas, com forte esquema policial.
  • 5 de novembro: greve geral convocada pela CGT e outras federações sindicais.
  • O toque de recolher pode ser estendido ou suspenso conforme a situação de cada cidade.

O presidente Emmanuel Macron criticou comentários de líderes estrangeiros sobre os protestos, incluindo os de Donald Trump, e chamou essas declarações de “estúpidas”. A França escolhe o sucessor de Macron na eleição presidencial prevista para daqui a cerca de seis meses.

Fontes