Lula pode indicar 4 ministros do STF até 2031 e quer um novo nome ainda este ano: a vaga aberta, os cotados e a briga com o Senado
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Reeleito, o presidente Lula (PT) pode indicar até quatro ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) até o fim do novo mandato, em 2031. Se conseguir aprovar todos no Senado, terá escolhido 7 dos 11 ministros da Corte ao longo dos seus governos, segundo a CNN Brasil. A primeira vaga já está aberta há um ano, e Lula pretende formalizar um novo nome ainda este ano, segundo interlocutores ouvidos pela CNN.
As vagas e as datas
| Vaga | Quando | Motivo |
|---|---|---|
| Luís Roberto Barroso | Aberta desde outubro de 2025 | Aposentadoria antecipada |
| Luiz Fux | 26 de abril de 2028 | Aposentadoria aos 75 anos |
| Cármen Lúcia | 19 de abril de 2029 | Aposentadoria aos 75 anos |
| Gilmar Mendes | 30 de dezembro de 2030 | Aposentadoria aos 75 anos |
Datas segundo o SBT News e o Metrópoles.
No Superior Tribunal de Justiça (STJ), são ao menos seis vagas no período, também por aposentadoria, segundo a CNN Brasil e o Metrópoles. No STJ, o presidente escolhe a partir de uma lista tríplice.
A derrota de Messias
Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga de Barroso, mas o Senado rejeitou o nome em abril, por 42 votos a 34, com uma abstenção. Foi a primeira rejeição de um indicado ao STF desde 1894, segundo o Times Brasil.
Para ser aprovado, o indicado passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisa de pelo menos 41 dos 81 votos no plenário. Lula até pode reenviar o nome de Messias, mas um ato do Senado de 2010 impede votar de novo um nome rejeitado na mesma sessão legislativa, segundo o SBT News.
Os nomes citados
Nenhum nome foi anunciado. Os mais citados nos bastidores, segundo o Times Brasil e o SBT News, são:
- Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado e hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o mais lembrado;
- Ricardo Couto, desembargador;
- Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM).
Há também pressão de grupos para que a escolha seja de uma mulher, em especial uma jurista negra, segundo o Times Brasil.
Por que a pressa
O novo Senado toma posse em fevereiro de 2027. Pela distribuição divulgada pela Agência Senado e citada pelo Times Brasil, o PL terá a maior bancada, com 29 senadores, contra 10 do PT, o que pode dificultar a aprovação de nomes do governo. Por isso, o governo avalia indicar antes, aproveitando a janela até o recesso, que começa em 23 de dezembro, segundo o SBT News. Não há prazo legal para a indicação, lembra o InfoMoney. Veja como fica o Congresso a partir de 2027.
Os dois lados
O que defende Lula: na campanha, ele falou em reformar o Judiciário, com mandatos para os ministros do STF e um conselho para ajudar a definir os nomes indicados, segundo o SBT News. “Eu tenho a ideia de envolver a sociedade na escolha”, disse, segundo o Metrópoles. Indicar ministros é uma atribuição do presidente prevista na Constituição.
O que defende a oposição: Flávio Bolsonaro propôs uma quarentena para que ministros de governo não possam ser indicados direto ao STF, além de limites às decisões individuais dos ministros, segundo o SBT News. Setores da direita no Congresso defendem a responsabilização de ministros do Supremo, inclusive com pedidos de impeachment, e um Senado mais à direita pode resistir às escolhas de Lula, segundo a CNN Brasil.
O que acontece agora
Lula precisa decidir quem indicar e quando: ainda em 2026, com o Senado atual, ou a partir de fevereiro, com o novo. A indicação é publicada no Diário Oficial e enviada ao Senado, que marca a sabatina. Este texto será atualizado quando houver um nome oficial.
Fontes
- CNN Brasil: em novo mandato, Lula poderá indicar ao menos 6 ministros ao STJ e 4 ao STF
- SBT News: Lula poderá indicar até 4 ministros ao STF
- Metrópoles: reeleito, Lula poderá indicar 4 ministros ao STF e 6 ao STJ
- Times Brasil: Lula poderá indicar 4 ministros do STF até 2030, mas terá obstáculo no Senado
- InfoMoney: as pontas soltas de Lula — STF, bets, segurança e ajuste fiscal após a reeleição