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Flávio Bolsonaro diz que não reconhece o resultado e vai pedir a anulação da eleição; TSE nega irregularidade

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Flávio Bolsonaro concede entrevista no Senado Federal
Foto: Carlos Moura/Agência Senado, 2025 · CC BY 4.0 (Wikimedia Commons)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no 2º turno da eleição presidencial, afirmou na noite de domingo (25/10) que não reconhece o resultado e que a campanha vai pedir a anulação da eleição. Ele atribuiu a decisão à prorrogação da votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O TSE afirmou que a prorrogação não alterou o resultado e chamou de falsa uma acusação feita por Flávio sobre os fiscais do partido.

O que Flávio disse

Segundo o InfoMoney e o Metrópoles, Flávio afirmou:

“É impossível reconhecer o resultado dessa eleição no contexto em que essas coisas aconteceram.”

“Nós vamos usar o nosso direito, vamos pedir a anulação dessas eleições.”

“Não vou aceitar que a regra do jogo seja mudada no meio do jogo.”

“Eu nunca vou saber se, num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter.”

Flávio criticou o fato de a prorrogação ter sido decidida por um ministro do STF, e não pelo TSE. Zanin foi advogado de Lula antes de ser indicado ao Supremo. Flávio também afirmou: “Nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada”.

O que diz o TSE

Sobre a prorrogação, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, confirmou a vitória de Lula e afirmou: “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, segundo o Metrópoles.

Sobre os fiscais, o TSE divulgou nota afirmando que a acusação é falsa. “A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação”, diz o texto. Segundo o tribunal, dois representantes do PL acompanharam o teste das urnas e a totalização dos resultados, e “há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização”.

O contexto da prorrogação

A votação foi prorrogada depois de pedidos das duas campanhas. A de Lula apontou falta de ônibus em cidades da Bahia; a de Flávio pediu mais duas horas em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, por causa de chuva e alagamentos, segundo a CartaCapital. Zanin estendeu a votação até as 19h e depois limitou a medida às seções que ainda estavam abertas. Veja como foi a prorrogação.

Entre o 1º e o 2º turno, Lula somou 10,4 milhões de votos a mais, e Flávio, 3,7 milhões a mais. Lula venceu por 4,43 milhões de votos de diferença. Veja como aconteceu a virada.

O que acontece agora

Até a publicação deste texto, não havia informação sobre a apresentação formal do pedido de anulação, nem sobre o fundamento jurídico que será usado. Se o pedido for apresentado, caberá à Justiça Eleitoral analisá-lo. A posse de Lula está marcada para 5 de janeiro de 2027.

Segundo o Metrópoles, dentro do próprio campo de Flávio há avaliações diferentes: dirigentes partidários afirmaram, sob reserva, que o questionamento “não faz sentido”, porque Lula cresceu muito mais que o senador entre os turnos. Veja as reações ao resultado.

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